E não é que pelo segundo episódio consecutivo Persons Unknown me agradou de verdade? Tá, a série tá longe de ser algo espetacular, mas pelo menos os episódios estão cada vez mais "assistíveis". Começo falando sobre a dúvida deixada pelo episódio anterior: o jornalista é mesmo o ex-marido da Janet, e pai da Megan! Ok, eu falei que essa seria uma boa justificativa para o interesse dele no caso, mas acho que o fato dele ser o ex-marido fugitivo ficou um pouco forçado. Aliás, a série tem várias forçações de barra e erros de execução, mas é preciso ignorar tudo isso para não desistir de vez.
Bom, neste episódio, a Janet ganhou um "passe livre" para fora
Desde o começo o Joe tem assumido a postura do líder/herói do grupo, foi solidário com a Janet e conquistou a confiança da moça, que chega a convidá-lo para visitar San Francisco e conhecer sua filha Megan quando conseguissem escapar. O ar de mistério em torno do personagem foi explicado: ele é um "agente" infiltrado, que trabalha para as pessoas responsáveis por toda essa "brincadeira". Ele sabe de algumas coisas, mas pelo visto não de tudo, e está preocupado com os planos dos seus superiores, principalmente os que envolvem a Janet. O que querem com ela? O que ela tem de tão especial? E o que o significa "acreditar no processo"?
Enquanto isso, a patricinha Tori continuava acreditando que tudo que estava acontecendo era obra do seu pai, que queria puni-la por tê-lo acusado de matar a mãe dela. A garota confessou que seu pai a colocava para satisfazer seus amigos, ou seja, o Embaixador era o cafetão da própria filha! E usando suas armas (entenda-se "seu corpo") ela tenta seduzir o recepcionista para conseguir uma forma de sair da cidade e depois o Bill, num momento de desespero. No fim, ela consegue o táxi que tanto queria e vai embora sem dizer "tchau" pra ninguém. Será que ela terá mais sorte que a Janet? Acho que não.
E quase que o Charlie faz mais uma vítima com sua “mania” de sufocar os outros com um travesseiro. Mas o Bill estava pedindo por isso, afinal, sabendo do que o Charlie tinha sido capaz (matar a própria esposa), ele não devia ter ficado provocando-o com suas propostas de negócios, principalmente quando não tem pra onde correr! Quanto ao Sargento e a Moira, eles não tiveram muito destaque nesse episódio.
Ainda não dá pra dizer qual o grande mistério da série, mas pelas informações dadas até agora, tudo leva a crer que aquelas pessoas foram escolhidas para passarem por uma espécie de terapia de choque, na qual seriam levadas ao limite de suas emoções e com depois se tornariam pessoas melhores -- ok, eu sei com o que isso se parece. Será que há algo mais sinistro do que isso? Espero que sim, principalmente por causa de toda essa parafernália de certa invisível, luz que teletransporta coisas e câmeras por todos os lados.
Como comecei dizendo, Persons Unknown não é uma maravilha, mas assim como os personagens, que estão presos naquela cidade, eu não consigo me libertar, pelo menos não por enquanto, da série. Pode ser que meu táxi chegue nos próximos episódios!
E vocês, o que estão achando? Já criaram alguma teoria ou nem estão perdendo tempo com isso? Comentem!




