GLEE resolveu inspirar-se na Lady Gaga para mostrar toda sua teatralidade -- como se todos os episódios já não fossem teatrais o bastante! Roubando a ideia da Vocal Adrenaline, o Glee Club comandando pelo Mr. Schue abraçou seu lado “freak” e apresentou um episódio que eu classificaria como um dos mais fracos até agora. O drama o Kurt, que antes parecia ser um personagem tão seguro e a vontade com sua sexualidade, continua; e o grande arco “mãe & filha” com a Rachel e a Shelby termina do mesmo modo que começou: sem graça. E mais uma vez, nada de Sue Sylvester para salvar o dia.
A impressão que tive foi de que os roteiristas queriam aproveitar a "Gaga Mania" e não se importaram muito com a trama -- pra variar, né? Basta ter umas músicas da cantora pop do momento e pronto, as pessoas vão adorar. É, tá certo... Quem será a próxima, a Kesha? Nem o Will soube explicar o sentido do “exercício da semana”, que sempre está ligado à moral do episódio. A desculpa foi: já que o Vocal Adrenaline está fazendo, vamos fazer também. Ah, não, a causa de tudo foi o fato do Diretor Figgins achar que a Tina é uma vampira por causa das roupas que ela usa, né? ¬¬
E se vão aproveitar as músicas que tocam exaustivamente nas rádios, pelo menos deviam mudar os arranjos, fazer algo diferente com a melodia, sei lá. Tá, eles fizeram isso com “Poker Face”, diminuindo o ritmo e colocando um piano ao fundo, mas “Bad Romance” não sofreu nenhuma alteração, ficou igual a versão original. A apresentação dos garotos, que não quiseram ferir sua masculinidade apresentando-se como Lady Gaga (exceto o Kurt) também não impressionou tanto com sua versão de “Shout It Loud” da banda KISS. Hm, Gaga não pode, mas usar maquiagem, peruca e tamanco tá valendo, né?... Ok, tudo pelo Rock!
Glee de vez em quando tem seus momentos, como o do Finn perdendo a cabeça com o Kurt e chamando suas coisas de "faggy" (lembrei do caso "Isaiah Washington e T.R. Knight" de Grey's Anatomy), levando o Sr. Burt a sair em defesa do filho gay. O discurso contra o preconceito foi bonito e o ator Mike O'Malley (Burt) mandou muito bem, mais uma vez – embora eu ache que o Kurt também tem culpa no cartório. Só tem um problema: Assim como na primeira parte da temporada, na qual a história da gravidez da Quinn tornou-se cansativa, esse arco envolvendo a sexualidade do Kurt e sua paixão platônica pelo Finn precisa de um freio! E não entendi uma coisa: Se a casa do Burt era tão grande, por que o Finn e o Kurt precisavam dividir o mesmo "quarto"?!
Enquanto isso, a Rachel descobria que a Shelby era sua mãe biológica, depois de ouví-la cantar, só para ser rejeitada por ela mais uma vez. A Shelby queria tanto aproximar-se da filha, mas quando isso finalmente aconteceu ela percebeu que não queria brincar de mãe – de certa forma foi mais realista do que se elas tivessem corrido pro abraço e virado melhor amigas, né? Para não passar a imagem de uma pessoa totalmente sem coração, a diretora do Vocal Adrenaline deu uma dica fashion para a filha, um copo de vidro para ela beber água e fez um dueto com ela. Pronto, missão cumprida.
E mais...
- O Puck usou mais uma vez do seu truque “cantar uma música para mostrar maturidade” e com isso amoleceu o coração da Quinn, fazendo-a aceitar que ele esteja presente quando a filha deles nascer -- só eu tive vontade de puxar aqueles cílios postiços da Quinn?! :P
- Ok, não é pra levar Glee a sério, mas... Acho “engraçado” como eles sempre conhecem todas as letras das músicas (não importa quão antiga ela seja) e cantam tudo direitinho, sem nunca terem ensaiado, e queria saber como eles arranjam fantasias tão rápido!
- Falando em fantasia, o que foi o Finn vestido de “Power Ranger Vermelho Gay” para salvar o Kurt dos babacas que queriam espancá-lo? O_o
- Sejam sinceros, por favor: Vocês realmente estão gostando de GLEE do jeito que a série está? Só eu que estou me desiludindo episódio após episódio?! Ah, e para quem ainda não sabe, Glee já foi renovada para uma 3ª temporada. Sim, a primeira nem acabou e a terceira já está garantida... Só torço pela melhora na qualidade da trama.





